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31 mars

Socuerro! O Palófi caiu do Paredão!

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! E o Palófi Língua Plesa? Fai ou não fai? O Palófi não vai cair: com aquela pança, ele vai rolar! E diz que o Collor caiu pela Casa da Dinda e o Palófi vai cair pela Casa da Bimba! E sai o mercado e entra o Mercadante? E o site Comentando criou o Paredão da Semana: quem vai primeiro pro espaço, o Palófi ou o astronauta brasileiro? E sabe a diferença entre o Palófi e o astronauta brasileiro? É que o astronauta vai pro espaço direto do Cazaquistão, e o Palófi vai pro espaço direto da casa que esteve! Cazaquisteve! Depoimento do Palófi: JUROS que não fiz nada! Juros que vou aumentar os juros. Se ele não cair ele vai aumentar os juros só de vingança. Rarará!

Mensalão do Chuchu! Ereções 2006! O Brasil mudou: antes era tudo cueca, agora é tudo caixa. Da cueca para a caixa: caixa dois, Caixa Econômica e Nossa Caixa! O Brasil virou uma CAIXA-PRETA! O Picolé de Chuchu usava verbas da Nossa Caixa pra ajudar aliados. E como é o nome disso? 'Mensalão.' Mensalão do Chuchu. Ou seja, não tem virgem na zona. Moral da política brasileira: não tem virgem na zona. E adorei o Alckmin no Cansástico justificando o escândalo da Nossa Caixa, descabelado pelas laterais, parecia o palhaço Carequinha depois da cambalhota. Rarará. Eu também quero uma caixa. Uma caixa de Lexotan. E temos que abrir a caixa-preta chamada Brasil!

Amarraram a mão-boba! Rosinha obriga o metrô a ter vagão só para mulheres nos horários de pico! Para evitar bolinação. Aí vem uma sapata e pumba na bunda da outra. Vagão da Sapataria. Vagão do Rala Côco. E corre na internet uma coisa bem cafajeste: vista-se de mulher e apalpe as melhores bundas da Central do Brasil. E eu quero perguntar pra Rosinha se nesse vagão só entra mulher ou pode entrar mulher com Garotinho? Rarará! E a Comissão de Ética vai cassar o Zé Mentor. E a Comissão de Estética vai cassar a Ideli Salvati. Comissão de Estética cassa a Ideli. Hoje eu acordei meio Roberto Jefferson. Rarará. É mole? É mole, mas sobe!

Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha 'Morte ao Tucanês'. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que em Marabá, no Pará, tem um inferninho chamado Mastigado da Jumenta. Rarará. Parece Dias Gomes. Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil!

E atenção. Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Presunção': companheiro chegado num presunto. O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã.

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

simao@uol.com.br
Fonte: http://www.noolhar.com/opovo/colunas/josesimao/
29 mars

Borboletas Amarelas Invadem a Cidade Baixa no Aniversário de Salvador

Em meio as comemorações do aniversário da Cidade do Salvador a cidade baixa, a partir do Viaduto dos motoristas, presenciou um balé de rara bela, centenas de borboletas amarelas bailavam no céu nublado no horário do almoço desta quarta-feira, 29. Muitos pensavam que fazia parte dos festejos da cidade, alguém teria aberto um saco cheio de borboletas ali por perto, outros acreditavam ser um presente do outono que acabara de chegar.

Coincidentemente a cor símbolo da administração municipal é o amarelo que significa elemento terra, representa a luz do Sol e o brilho do ouro e acredita-se que seu uso melhore a concentração e facilite a comunicação. Com a escassez de arvores e matas na região o fenômeno tomou proporções de espetáculo e nas janelas e ruas olhares admiravam a beleza da obra de Deus.

 

Edinei Dantas

Filhos da Mãe e do Pai

Incrível como a vocação é hereditária, não?

Artista chinês pinta panda gigante em fio de cabelo

O artista chinês Jing Ying Hua conseguiu pintar um panda gigante em único fio de cabelo.

Hua demorou dez dias para criar sua miniobra usando um fio de pelo de coelho como pincel e um fio de cabelo humano como tela.

Visitantes na galeria chinesa podem apreciar a obra em um microscópio que aumenta o tamanho da "tela" 50 mil vezes.

O maior quadro de Hua até hoje foi uma pintura do Titanic feita em uma lasca de pedra de dois milímetros.

 

Assim é mole! Quero ver ele pintar a bandeira do Iraque num pentelho do Chuck Norris. Aí sim!

Fonte: BBC News

Texto de Agamenon

 

VeryImportant Piço’

Dr.Jacintho Leite Aquino Rêgo, MD

Enquanto psicoproctologista de fama internacional, tenho observado uma tendência recente na minha clínica depois do show dos Rolling Stones: o surgimento de Áreas VIPs nos pavilhões retofuriculares dos meus pacientes. Movidas pelo desejo de ascensão socialite, muitas pessoas estão cercando enormes áreas de suas próprias regiões rabo-lortais para uso exclusivo de celebridades famosas. Mesmo sabendo que cada um faz o que quiser com seu complexo lombo-dorsal posterior, é preciso tomar cuidado para que esses chiqueirinhos de famosos não comprometam a estabilidade da prega-rainha (que dá sustentação ao pavilhão retofuricular) e provoquem a esgarçadura do nervo nádego-retal, que pode deixar o indivíduo raboplégico (paralítico da cintura para baixo) para sempre. Por isso, é preciso que o penetrado, antes de deixar as celebridades circularem livremente em suas Áreas VIPs, faça um rigoroso credenciamento, com o uso obrigatório de crachá ou pulseirinha-de-vênus com a identidade do penetrante.

A volta do morto-vivo

Assim que cheguei das minhas merecidas e ociosas férias no Iraque e na tranqüila e pacífica Faixa de Gaza, deparei-me com a ocupação dos morros cariocas pelo Exército. Depois de apararem a grama das favelas e caiarem os barracos de branco até a metade, os milicos bateram em retirada e prometeram voltar assim que conseguirem pacificar o Haiti.

Insegura e apavorada com a polititica de segurança mínima de Marcelo Itageba e da governadora Rocinha Garotinha, os cariocas ficaram mais aliviados quando os nossos milicos, depois de intensas negociações com as autoridades locais, conseguiram recuperar os 15 fuzis do Exército de uso exclusivo dos traficantes cariocas. Finalmente a paz voltou à cidade e o gorjeio dos passarinhos e os tiroteios já voltaram a embalar o sono dos cariocas no morro. Morro de bala perdida, morro de granada e morro de escopeta.

Mas nem tudo é violência e porrada no Brasil. Tem sacanagem também. Em Brasília já tem fila na porta da mansão do Lago Sul que o PT alugava para o ministro da Fazenda poder descabelar o Pallocci sossegado. A Casa de Tolerância Zero foi dedurada pelo caseiro que, apesar de ser um despossuído, não era convidado pelos dirigentes do PT para as surubas de esquerda e para as negociatas de caráter social. Segundo o analista político Bosval Pereira, agora não tem jeito: a casa caiu, e o ministro também.

AGAMENON MENDES PEDREIRA acha que o jingle da campanha do Gil para o governo do Rio deve ser: "Vamos fugir! Deste lugar, baby ..."( ILUSTRAR COM UMA FOTO DO PADRE MARCELLO ROSSI)

Geraldo Alckmico

O profeta Jorge Benjor, o Jorge Ben, tinha razão: “Os Alckminstas estão chegando! Estão chegando os Alckminstas! Eles são discretos e silenciosos! Casam com mulheres gostosas! E fazem acordos políticos com pessoas de temperamento sórdido! De temperamento sórdido! ...” A verdade é que os tucanos cometeram um erro Tasso ao escolherem o governador de São Paulo para perder a eleição contra o Lula. Devido ao seu temperamento insípido, inodoro e incolor, o governador de São Paulo criou o programa de inclusão social Carisma Zero. Médico de formação, Alckmin é o candidato preferido dos hipertensos e dos cardíacos, já que é um sujeito completamente sem sal. Político que veio do interior, Geraldo Walkman tem um forte reduto eleitoral no Ceasa e na Cobal, onde é apoiado pelos chuchus e outros hortifrutigranjeiros de duplo sentido. Simpatizante da Opus Dei, o governador é acusado pela oposição de participar de um capítulo do “Código da Vinci”. Orgulhoso de sua condição vegetativa, Geraldo Alckmin acredita que é o único candidato capaz de resolver os pepinos do país e descascar os abacaxis em Brasília mas, pelas pesquisas, ele está ameaçado é de levar uma banana do eleitorado.

‘Mulher de político dá mais que chuchu no Serra’

DEITADO POPULAR

18 mars

Ladrões roubam bolsa de mulher com bazuca no Rio

Uma bazuca AT-4 e uma granada defensiva M-4 de uso exclusivo das Forças Armadas foram apreendidas pela polícia ontem, em em Rio do Ouro, Niterói (RJ), com cinco bandidos que tinham acabado de assaltar um mercado. Antes de atacarem o estabelecimento, os criminosos usaram a bazuca - capaz de destruir um blindado com um único tiro - para roubar a bolsa de uma mulher que passava em frente ao local.
 
Já imaginei até a fala: "Perdeu, tia! Passa a bolsa ou eu destruo o... quarteirão!"
 
Fonte: Jornal Terra 
15 mars

Propaganda da MasterCard na Argentina pirraça brasileiros

O PREÇO

A Copa do Mundo vem aí e, com ela, um festival de publicidade relacionada ao assunto. A MasterCard, tradicional anunciante em eventos Fifa, já colocou as manguinhas de fora com promoções, eventos e, claro, propaganda. Na Argentina, um filme com cenas bem brasileiras está fazendo sucesso (abaixo). Trata-se de mais um da (ótima) série "Não tem preço". Desta vez, sob cenas da cidade de São Paulo, da torcida do Corinthians, do Morumbi lotado e de Carlitos Tevez em ação, pode-se ler e ouvir: "O corte (de cabelo) de Carlitos Tevez: R$ 15,00. Bola (de futebol) do Brasileirão: R$ 40,00. Camisa do Corinthians: R$ 50,00. Que o melhor jogador do futebol brasileiro seja argentino: não tem preço. MasterCard, patrocinador oficial da Seleção Argentina. Vamos Tevez! Vamos Argentina!".
 
Para ver o vídeo da propaganda acesse:

Banda Natiruts é presa com droga

Crime
Banda Natiruts é presa com droga

Quatro integrantes do grupo de reggae e dois da equipe técnica são flagrados com porções de maconha após show em Goiânia.

 

Novidade!!!!

Queriam o quê? Que uma banda de reggae fosse presa com jujubas?

 
Matéria na íntegra:
 

Caseiro encontra piriquita loira de Rita Guedes

Caseiro encontra periquita sumida de Rita Guedes

Rita Guedes já pode voltar a sorrir. Depois do sucesso com o final de Alma Gêmea, ela teve uma outra boa notícia na sexta-feira, dia 10. Segundo reportagem do Jornal Extra, a periquita Loura da atriz, que estava sumida há quase uma semana, foi encontrada na última quinta-feira, dia 9. A ave foi encontrada por um caseiro de uma residência na Gávea, bairro da zona sul carioca onde ela mora.

Loura foi encontrada pelo paraibano Carlos Antônio Bezerra, de 33 anos, que trabalha em uma casa próxima à da atriz.

“Vi o pássaro num pé de abacate. Estalei os dedos e ele desceu até o meu ombro. Sou sortudo. Estou louco para receber a revista. Sou fã da Rita e vou aproveitar para tirar fotos com ela".

Rita disse que vai cumprir sua promessa, dando ao rapaz uma recompensa em dinheiro e um exemplar da Playboy deste mês, que traz um ensaio com ela. A mulher do caseiro disse não ter ciúmes dos presentes.

“Ela é só uma atriz e eu também assisto às novelas. Não vou ter ciúmes das fotos de uma revista”, explicou.

 

Sit: O Fuxico

Jovem leva tiro no orifício de entrada e saída no glúteo

Jovem leva tiro certeiro na bunda no São Francisco

Weslei Rodrigues Caetano, 20 anos, foi levou um tiro e ficou ferido no orifício de entrada e saída no glúteo. A ocorrência aconteceu às 00h49 de sábado, na Rua Ovídio Serra, Nº 45, Bairro São Francisco. Ele foi transportado ao Ponto de Socorro da Santa Casa.

25/04/2005 - 16:39
Permitida a reprodução desde que citada a fonte.
 
PS - Como assim "orifício de entrada e de saída"? O meu é só de saída e olhe lá!

PS 2 - A notícia acima é do ânus passado. Mesmo.
 
9 mars

Igreja Universal investe para ganhar da Globo

Após 33 anos de Globo, Lauro César Muniz ganha mais que o dobro na rival para criar "Cidadão Brasileiro"

Record será império, diz autor
LAURA MATTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

Os cofres da TV da Igreja Universal estão abertos para a guerra contra a Globo. A estréia de "Cidadão Brasileiro", na próxima segunda, prova que as armas da Record não são mais de brinquedo.
O criador da primeira novela das oito da nova fase da emissora é Lauro César Muniz, 68, de "O Salvador da Pátria", "Roda de Fogo" e outros sucessos. Novelista do primeiro time da Globo, ele recebia um dos maiores salários da TV brasileira. A Record lhe ofereceu mais. Precisamente, duas vezes e meia o que ganhava, além de acréscimo a cada cinco pontos de audiência que "Cidadão Brasileiro" marcar.
Se a novela chegasse a 30,1 pontos, Muniz receberia R$ 1 milhão. Se batesse 35 pontos, R$ 1,5 milhão. É um ibope praticamente impossível, mas as cifras dão idéia de que dinheiro não é problema.
"Cidadão Brasileiro", de época, mistura três bem-sucedidas obras de Muniz dos anos 70, duas da Globo ("Escalada" e "O Casarão") e uma da Record ("Quarenta Anos Depois"). Com elenco de ex-globais -Lucélia Santos, Paloma Duarte, Gabriel Braga Nunes e outros-, tem orçamento digno de novela da Globo: R$ 300 mil por capítulo, em média.
Nesta entrevista exclusiva à Folha, o novelista conta por que saiu magoado da Globo, onde trabalhou por 33 anos, diz que "o monopólio da emissora é perigoso" e ainda critica o presidente Lula e o governador Geraldo Alckmin.
Ex-membro do Partido Comunista, o contratado do bispo Edir Macedo diz não acreditar em Deus e fala que as religiões servem para promover guerras.
 
Folha - Que diferença há entre a Record de 70, quando fez "As Pupilas do Senhor Reitor", e a de agora?
Lauro César Muniz -
Tudo era mais doméstico, intimista, dialogava-se facilmente com a direção, e as coisas se resolviam na amizade. Hoje, isso é impossível. Não há aquele calor humano, é um processo natural do crescimento.
Folha - Mas ainda tem, como diz, mais calor humano do que a Globo?
Muniz -
É mais afetiva do que a Globo que deixei, mas logo não será, porque a Record está crescendo rapidamente. Estou há um ano na emissora e já sinto diferença. O acesso ao comando era mais fácil. Não é negligência. É que eles estão atarefadíssimos na construção de um império. Isso vai virar um império de comunicação muito em breve. Quando cheguei à Globo, há 33 anos, as relações eram mais fáceis. Com o desenvolvimento, e principalmente após a saída do Boni [do comando, em 97], virou uma empresa de difícil diálogo, e me senti isolado.
Folha - O que "Cidadão Brasileiro" terá do Brasil de hoje?
Muniz -
O Brasil de hoje ficará presente em "Cidadão Brasileiro", mesmo a ação estando no passado. A crise de corrupção que o país vive ficará muito bem retratada em Guará de 1956.
Folha - Por que usar novelas dos anos 70 para criar "Cidadão"?
Muniz -
Estou tentando resgatar aquela maneira de fazer novela. Foi naquela época que implementamos a novela verdadeiramente brasileira, com autores excelentes como Dias Gomes, Janete Clair, Bráulio Pedroso. Era uma busca da realidade brasileira, da preocupação com personagens vinculados a um background social. A partir da década de 90, a telenovela se desviou para uma visão muito mais mercadológica. É preciso faturar, o sucesso é fazer o que o mercado aceita. Foi conseqüência das modificações sociais, da queda do império soviético.
Folha - A Record não deveria ser a sua chance de renovar as novelas?
Muniz -
Não vou fazer uma novela igual às da década de 70, mas apenas ter a mesma preocupação de inserir o personagem num universo político-social e não me ater apenas às peripécias que possam prender o telespectador. Os autores realmente se fecharam para qualquer possibilidade inovadora. Estão contando a mesma história e um copiando o outro. Eu também, de certa forma, estou um pouco acomodado trilhando um caminho que já trilhei. Mas agora na Record é preciso correr o mínimo de riscos, porque estamos implementando uma emissora que tem que dar certo para enfrentar o monopólio da Globo.
Folha - O sr. disse que o governo pressionou a Globo para que Sassá Mutema, de "Salvador da Pátria" (89), fosse modificado, já que estaria promovendo a imagem de Lula. E, cá entre nós, havia mesmo uma inspiração no candidato, não?
Muniz -
Tinha um pouco sim. Eu me sentia sob pressão. Até algumas pessoas do PT, que não tiveram paciência de esperar a virada de Sassá, reclamaram que ele era manipulado e achavam que eu era a favor do Collor. Mas Sassá ia se emancipar no processo. Eu não estava fazendo propaganda do Lula, mas tentando analisar a tomada de consciência de um homem do povo. Nem votei nele no primeiro turno, mas no Covas. Votei no Lula só no segundo.
Folha - O sr. não era ligado ao PT?
Muniz -
Nunca fui. Sou de esquerda [risos]. Meu último partido foi o Comunista, que deixei em 68, com o AI-5 [ato institucional nº 5, que endureceu a ditadura militar]. E aí passamos a ver a novela como uma arma para subliminarmente informar a população sobre o que acontecia no país.
Folha - Como seria o Sassá hoje?
Muniz -
Não sei se daria para fazer o Sassá hoje. Acho que ele teria um final trágico, e não um apoteótico como o da trama de 89. E a novela se chamaria "O Traidor da Pátria" [risos]. Estou preocupado, foi uma grande decepção, apesar de também não ter votado no Lula em 2002. Votei no Serra. E eu não votei errado, não [risos].
Folha - O sr. é ligado ao PSDB?
Muniz -
Não é questão partidária, mas de analisar o momento e buscar alguém com uma visão de mundo mais próxima à minha. E me parecia que Serra era mais indicado, embora o PSDB viesse de um segundo mandato bastante comprometido de FHC. Serra tem uma clareza que Lula nunca pareceu ter, até por problemas de escolaridade. A falta de escolaridade impede a pessoa de entrar em contato com a lógica. Quando você faz um curso superior, ela está em todas as disciplinas. Quem não faz é carente dessa lógica.
Folha - Então o sr. acha que Serra é mais de esquerda do que Lula?
Muniz -
Acho. Ele está mais aparelhado para analisar as necessidades do Brasil. O Lula não está.
Folha - Serra está mais aparelhado do que Geraldo Alckmin?
Muniz -
Ah, bem mais. Acho o Alckmin um chato, um pirulito, não, um picolé de Chuchu. Ele está atrapalhando o processo.
TELEVISÃO

O novelista Lauro César Muniz, 68, afirma que o "monopólio" global é "nocivo e perigoso" e diz não acreditar em Deus

"A Globo se preocupa mais com religião do que a Record"
DA REPORTAGEM LOCAL

Neste trecho da entrevista, Lauro César Muniz diz que a Globo, onde trabalhou por 33 anos, "está mais preocupada com religião do que a Record", que é da Igreja Universal. Ele cita novelas ligadas ao espiritismo -"Alma Gêmea", "A Viagem" e "América"- e a minissérie "JK", que considera "engajada no catolicismo".
Afirma que achava mais problemático receber salário da Globo quando "a emissora era absolutamente ligada à ditadura militar" do que ser agora um contratado do bispo Edir Macedo. Leia abaixo. (LAURA MATTOS)
 
Folha - O sr. enfrenta censura?
Lauro César Muniz -
Na Record, não sofri nenhum tipo de censura até agora, apesar de muito se falar sobre o controle da Igreja Universal. A igreja nunca sugeriu qualquer possibilidade de subliminarmente se fazer presente em alguma novela. Preste bem a atenção: quem está preocupado com religião? Não é a Record, é a Globo. No "Vale a Pena Ver de Novo", estão reprisando "A Viagem", que é uma espírita. "Alma Gêmea" tem uma pincelada espírita, assim como tinha "América". "JK" é uma engajada no catolicismo. O que você viu na Record com alguma citação, ainda que subliminarmente, da Igreja Universal? Nada. Pode ser acaso, pode não ser. Eu queria colocar um padre surdo em "Cidadão Brasileiro", o que, ampliando, você imagina o que seja: ele não ouve confissões, não dá respostas... Desisti, ninguém me disse "não". Mas na cidade cenográfica tem uma igreja católica, e é o maior prédio do local.
Folha - Como é para um ex-membro do Partido Comunista receber salário do bispo Edir Macedo? Isso já foi um problema na sua cabeça?
Muniz -
Já foi quando eu estava na Globo e recebia dinheiro de uma emissora absolutamente ligada à ditadura militar. Se for pensar assim, ninguém trabalha.
Folha - O sr. tem alguma religião?
Muniz -
Não. Sou materialista, não acredito em Deus.
Folha - Ainda acredita na velha frase "A religião é o ópio do povo"?
Muniz -
Já acreditei muito nisso. Hoje eu acho que não mais.
Folha - Então passou a achar que a religião tem o seu papel?
Muniz -
Ela é importante nas guerras. A religião faz mais guerra do que qualquer instituição. Veja o que está acontecendo agora, pelo amor de Deus! Olha eu falando "pelo amor de Deus!" Viu, não sou tão materialista assim (risos).
Folha - Casal gay virou moda em novelas da Globo. Poderia abordar esse tema na TV da Universal?
Muniz -
Não criei um casal gay na Record, mas se criar, vai ao ar.
Folha - Dessa maneira positiva que a Globo tem mostrado?
Muniz -
[pausa] Não sei. Mas acho que na Globo também isso pode ser levado até certo ponto.
Folha - O sr. saiu da Globo dizendo que "maquinações" o afastaram do trabalho". O que aconteceu?
Muniz -
Houve uma incompatibilidade intelectual com o Mário Lúcio Vaz [diretor-geral artístico desde 2000]. O que penso é o oposto do que ele pensa. Isso tudo que eu estou falando aqui ele acha que é desprezível. Penso diferente do grupo que hoje define os caminhos da telenovela na Globo. Eles estão querendo mexicanizar a novela brasileira, talvez para vender mais para o exterior. Numa reunião da Globo, em que estava com vários colegas, ouvi um diretor -e não me peça para falar qual- dizer com toda clareza: "Estamos caminhando para a mexicanização de nossas novelas intencionalmente". A estrutura mexicana é pobre. É vendida para o mundo todo, mas para ser veiculada de manhã, a um público restrito.
Folha - Acha que "Cidadão" tem chance de vencer a Globo no Ibope?
Muniz -
Acho que vai perder feio. Se conseguir 12, 13, 15 pontos, estou muito feliz. Vou competir com o "Jornal Nacional", que é uma instituição, e a novela das oito, que está com boa audiência e estará na fase final. "Belíssima" tem um elenco estelar. O meu é bom, não estelar. Não tem a menor chance. Seria um absurdo, contra a lei da gravidade. Mas é bom lembrar que não é Olimpíada, quero criar um caminho.
Folha - O sr. foi a um almoço com FHC (2000) criticar a portaria 796, considerada censura por obrigar a TV a exibir programas em horários determinados pelo governo. Hoje, a que causa emprestaria sua grife?
Muniz -
Já estou emprestando ao contribuir para tentar acabar com o monopólio da Globo, que é terrível, nocivo. Quando a Record começou a crescer, os autores da Globo passaram a ter um reconhecimento maior lá dentro, a ser mais valorizados, seus salários foram rediscutidos. Com atores, houve a mesma coisa. Lutar contra esse monopólio transcende qualquer problema pessoal que possa ter tido na Globo. E meu problema foi com o Mário Lúcio e não com a emissora. Se conseguirmos levantar a Record, todo mundo vai ganhar, sobretudo o público. Como em qualquer área, o monopólio é perigoso, porque a Globo faz o que quer, e o espectador não pode ver outra coisa. A Globo pode eleger o próximo presidente da república se quiser. Ela já elegeu e pode eleger de novo.
Folha - O sr. acha que a Globo elegeu Fernando Collor?
Muniz -
Elegeu e destituiu. É extremamente perigoso para o país ter um poder tão imbatível.
Folha - O que pensa de a Record lutar contra a Globo com a programação clonada justamente dela?
Muniz -
É uma estratégia que está dando certo, mas tenho certeza de que a Record vai encontrar a sua cara com um tempo.

OUTRO LADO

Emissora não comenta as críticas do autor DA REPORTAGEM LOCAL

A TV Globo preferiu não se pronunciar a respeito das críticas que recebeu do escritor Lauro César Muniz na entrevista desta edição.
A Folha enviou à Central Globo de Comunicação (CGCom), por e-mail, os trechos em que o autor citava a emissora.
Em resposta, a CGCom afirmou que a "Globo só comenta assuntos objetivos" e que "as citações são divagações do entrevistado".

Objeto encandecente abre cratera em Santo Antônio de Jesus

Bola de fogo cai do céu em Santo Antônio de Jesus
07/03/2006 - 8h17m
Policiais da delegacia da cidade de Santo Antônio de Jesus, a 184 quilômetros de Salvador, receberam várias ligações ontem à noite de pessoas que afirmavam terem visto uma bola de fogo que caiu do céu e atingiu a mata nas imediações da cidade, num local conhecido como Alto do Santo Antônio. Uma equipe esteve no local e encontrou um grande buraco, todo queimado, no meio do mato. Os policiais, no entanto, não encontraram nenhum avião ou peça de aeronave que possa ter causado o fogo e a cratera. Uma nova equipe está se dirigindo ao local na manhã desta terça-feira para tentar desvendar o mistério e localizar algum objeto. Moradores que presenciaram a queda do Objeto Voador Não Identificado (OVNI) ficaram assustados com o estranho fenômeno. Alguns menos supersticiosos acreditam que se tratava de um meteoro que pegou fogo ao entrar na atmosfera da Terra.